quarta-feira, 4 de julho de 2012

Datas históricas: Em 04 de julho de 1807 nascia Giuseppe Garibaldi



Ficou conhecido como "herói de dois mundos" por ter participado ativamente de conflitos na Itália e no Brasil, dedicou boa parte da sua vida à luta contra a tirania e pela liberdade do povo. Tornou-se marinheiro muito jovem, ainda menino, e conheceu a vida no mar. Chegou ao posto de capitão aos 25 anos, paralelamente a sua aproximação do movimento "Jovem Itália", em que se buscava a independência e unificação dos diversos Estados em que se dividia a península itálica.
Sua participação no movimento fez com que fosse condenado a morte em 1835. Para escapar da sentença, fugiu para o Rio de Janeiro ainda no mesmo ano. Do Rio de Janeiro rumou para o sul, juntando-se com os republicanos da Revolução Farroupilha, guerra dos farrapos, no combate as forças do império. Com o apoio do General Davi Canabarro, tomou o porto de Laguna, Santa Catarina, e proclamou a República Juliana.
Ainda em Laguna, Garibaldi conheceu Ana Maria de Jesus Ribeiro, conhecida como Anita Garibaldi, com quem se casou e encontrou uma companheira nas lutas da América do Sul e Europa. Pouco antes do fim da Guerra de Farrapos, foi dispensado por Bento Gonçalves de suas missões e mudou-se para o Uruguai. Naquele país, em 1842, exerceu papel importante na luta contra o ditador argentino Juan Manoel Rosas, chegou a ser nomeado capitão. No ano seguinte, lutou na defesa de Montevidéu dos ataques argentinos.

Retornou a Itália em 1848, para combater os exércitos austríacos na Lombardia (norte da Itália) objetivando a unificação italiana. Fracassou na tentativa de expulsar os austríacos e foi forçado a refugiar-se primeiro na Suíça e depois em Nizza (hoje Nice, na França). Visando conquistar Roma, os liberais italianos marcharam contra aquela cidade e a tomaram. Garibaldi participou da campanha com um corpo de voluntários e foi eleito deputado na assembleia constituinte da República Romana.
Contudo, os franceses e os napolitanos cercaram a cidade e, em 01/07 de 1849, Garibaldi recusou um salvo-conduto do embaixador americano e empreendeu uma retirada com 4 mil soldados para o norte, sendo perseguido por três exércitos (franceses, espanhóis e napolitanos). Ao norte da Itália, o exército austríaco, com 15 mil soldados, também aguardava Garibaldi. Durante os combates, Anita foi morta, em 4 de agosto de 1849.

Condenado ao exílio, Garibaldi morou na África, em Nova York e no Peru. Entretanto, voltou à Itália em 1854, participando da Segunda Guerra de Independência contra os austríacos. O Conde de Cavour, primeiro ministro do Piemonte (norte da Itália), nomeou-o comandante das forças piemontesas e sob seu comando a Lombardia foi tomada à Áustria. Com isso, a Itália do norte estava unificada.
Garibaldi voltou-se então para o centro do país, com o apoio de Vítor Emanuel 2º, rei do Piemonte, e de seu ministro Cavour. No centro da Itália, porém, a política e a diplomacia prevaleceram sobre as armas e os acordos com que Cavour e o rei cederam Nice e Savóia à França foram considerados uma traição por Garibaldi, que decidiu agir por conta própria. Seguiu para o sul, onde conquistou a Sicília e o reino de Nápoles.

Governante absoluto do sul da península, Garibaldi promoveu um encontro de suas tropas com as de Vítor Emanuel, que se tornou o primeiro rei da Itália unificada, ou quase. Ainda faltava libertar Veneza dos Austríacos (1866) e Roma do papa, o que Garibaldi tentou em vão em 1869, sendo derrotado mais uma vez pelos franceses.

Ainda assim, em 1871, uniu-se a eles na guerra Franco-Prussiana, onde venceu algumas batalhas, apesar das quais, a França perdeu a guerra. Não havendo aceitado o título de nobreza e a pensão vitalícia que o rei Vítor Emanuel lhe oferecera, Garibaldi retirou-se para sua casinha na ilha de Caprera, e lá permaneceu até o fim da vida, em 2 de junho de 1882.

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