domingo, 5 de agosto de 2012

Grécia antiga: Período Pré-homérico


A Grécia antiga começava a partir da região meridional dos Balcãs, sul do Monte Olimpo. Toda sua extensão é cortada pelo golfo de corinto. Na porção norte desse golfo, encontramos a Grécia Continental e ao sul, o território Peninsular.  Encontramos ainda, uma terceira parte, a Grécia insular, que agrupa as numerosas ilhas do Mar Egeu.

A forma do território grego parece uma mão aberta.

A Grécia continental é composta por várias cadeias montanhosas em que no meio delas, formaram-se, ao longo de milênios, extensas e isoladas planícies férteis. Tal isolamento contribuiu para o desenvolvimento de Estados locais, uma vez que as comunicações internas, em função das dificuldades geográficas, eram muito difíceis.

O litoral da parte Peninsular apresenta de forma marcante, um litoral recortado, com golfos e baías que penetram no território. Essas características facilitavam a navegação ao longo da costa.  

As numerosas ilhas espalhadas pelo Mar Egeu facilitavam a comunicação, da porção insular, com o exterior. Essas ilhas serviam de verdadeiros trampolins que permitiam a navegação com terra sempre à vista (ARRUDA, 1987, p.118). Assim, o contato com o exterior foi facilitado uma vez que as técnicas para navegação eram pouco desenvolvidas, neste período os gregos não navegavam por alto mar. Entende-se, portanto, a tendência dos gregos de se integrar muito mais com o exterior do que com o interior.

Os povos gregos, também conhecidos por helenos*, são de origem indo-européia*. Esses povos começaram a migrar para a Grécia aproximadamente no ano 2000 a.C.

O primeiro grupo a chegar foi o do grupo dos aqueus. Vinham com seus rebanhos em busca de melhores pastagens e foram ocupando as melhores terras que encontraram na Grécia. Tornaram-se sedentários. Nesse processo de ocupação, assimilaram povos mais antigos existentes na Grécia, os pelágios ou pelasgos, de origem desconhecida (ARRUDA, op. cit., p. 119).
Micenas, Tirinto e Argos foram poucos, formadas pelos aqueus. Micenas era, entre esses, o mais importante. O contato entre os habitantes desta cidade com os da Ilha de Creta, povo mais avançado, permitiu o surgimento da civilização creto-micênica.

Dois novos grupos indo-europeus chegaram à Grécia, por volta de 1700 a. C.: os jônios e os eólios. Esse processo de integração foi pacífico e, de certa forma, contribuiu para que a civilização creto-micênica atingisse o máximo do seu esplendor.

Os cretenses transmitiram aos aqueus uma série de conhecimentos: técnicas agrícolas, navais e valores religiosos. Todavia, os aqueus usaram os conhecimentos que lhes foi passado e, superando seus próprios mestres, destruíram a civilização cretense. Em aproximadamente 1400 a. C., os gregos dominaram a principal cidade do território cretense: Cnossos.

Cnossos, segundo a lenda, era protegida por um minotauro, monstro com corpo de homem e cabeça de touro que habitava os labirintos da cidade.  Teseu matou o minotauro e tomou Cnossos para os atenienses.  
A destruição da supremacia cretense permitiu aos aqueus estender as suas atividades comerciais e de pirataria até as costas da Ásia menor, na rota do peixe seco e do trigo, na entrada do mar negro.
No início do século XII a.C., durante uma dessas viagens, os gregos destruíram a cidade de Tróia, chamada de Ílion em Grego. Tróia ocupava uma posição geograficamente estratégica, nos estreitos que separam os mares Egeu e Negro. Sendo assim, entende-se que essa conquista deu-lhes o controle marítimo da região.

A civilização micênica estava atravessando um momento importante: expandia-se em direção à Ásia. Mas foi nesse momento que começou uma nova invasão na Grécia.  Chegavam os dórios, último grupo de povos arianos a penetrar em território grego. Mais aguerridos, ainda nômades, conhecedores de armas de ferro, os dórios arrasaram as cidades gregas. Micenas ficou em ruínas (ARRUDA, op. cit., p. 120).
Essa invasão provocou a fuga em massa da população. A busca por se proteger dos dórios, fez com que muitos se retirassem para lugares afastados no interior do território. Todavia, outros fugiram para o exterior e em função disso, fundaram novas colônias gregas nas costas da Ásia Menor e no Mar Mediterrâneo.

Esta dispersão ficou conhecida como a primeira Diáspora grega.

A chegada dos dórios inaugurou um novo período na história da Grécia em que a vida urbana desapareceu. A vida regrediu para um estágio mais primitivo em que as pessoas estavam organizadas em pequenos núcleos sociais, cuja célula era a grande família, os genos. Esse período é comumente denominado pelos historiados de Idade Média Grega.  

*Helenos - Habitantes de Hélade, denominação antiga da Grécia;
Os indo-europeus ou arianos são todos os povos que partilham as línguas indo-europeias. A estes grupos  pertencem todas as línguas da Europa, com  exceção das línguas fino-úgricas (o lapão, o finlandês, o estônio e o húngaro), além da língua falada entre os bascos. Muitas das  línguas indianas e iranianas pertencem à  família dos idiomas indo-europeus. Os indo-europeus primitivos viveram  nas proximidades do mar Negro e do mar Cáspio em aproximadamente 4000 a.C.


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