terça-feira, 14 de maio de 2013

Egito: Uma dádiva do Nilo



Aproximadamente em 5.000 a. C., os grupos que viviam nas margens do Rio Nilo desenvolveram técnicas para direcionamento das águas e por isso, iniciaram a prática agrícola e o pastoreio na região. A partir de observações que faziam da natureza, desenvolveram um calendário que dividia o ano em três estações. Esse sistema de contagem do tempo se fez necessário em função da necessidade de observar a época das cheias, semeadura e da colheita, ou seja, fora construído para sistematizar a atividade agrícola. Neste sentido, observamos que a simples compreensão da dinâmica do Nilo permitiu a ocupação duradoura do território que logo se tornaria império.

As ocupações situadas às margens do Nilo evoluíram rapidamente, para Nomos – grupo de pessoas que adoravam os mesmos deuses, os administradores dos nomos eram chamados de nomarcas. Tal organização permaneceu ao longo de todo o Egito antigo.

O agrupamento de vários nomos, por razões diversas, proporcionaram a criação de dois reinos em cada umas das margens do Nilo: Alto Egito e Baixo Egito. 


Observe que as terras do alto Egito ficam ao sul ao passo que as do Baixo ficam ao Norte.

A separação permaneceu até 3.100 a. C., quando o rei do alto Egito Menés, conquistou as terras do baixo Egito fundando o Império Egípcio. Menés se tornou o primeiro faraó, forma como os egípcios chamavam os reis, e fundador da primeira dinastia daquele povo.


No período que corresponde ao antigo império o Egito esteve dividido em 42 nomos, cada um deles administrado por um nomarca que por sua vez, estava subordinado ao faraó. Nas primeiras dinastias a capital estava situada em Tínis; com a terceira dinastia a capital foi transferida par a região do delta do Nilo em Mênfis, constrída especialmente para esta finalidade.

O antigo império foi marcado por uma relativa estabilidade política bem como, de prosperidade econômica. Grande parte das riquezas provenientes da arrecadação dos impostos foi usada na construção de obras públicas e nas colossais pirâmides de Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos (nome de poderosos faraós). 


O Médio Império iniciou depois de uma grave crise causada pela revolta dos governantes dos nomos (nomarcas), que desestabilizaram o poder do faraó. Mas, mesmo enfrentado graves crises, a estabilidade foi recuperada e uma nova fase de prosperidade política e econômica no Egito foi inaugurada.

No final do Antigo Império os nomarcas do Egito, revindicavam maior autonomia e por isso, afastaram-se do controle do faraó. A revolta desequilibrou o Império e a imagem do faraó, por isso, o fim do Antigo Império ficou marcado pelo enfraquecimento do líder máximo.

O Médio Império teve início aproximadamente em 2000 a. C. quando subiu ao trono o faraó Amenhemet I que iniciou a décima segunda dinastia. Amenhemet I se empenhou para colocar um fim no período conturbado que abalava o Egito. A capital do Império, na ocasião de sua chegada ao poder, estava estabelecida em Tebas, contudo uma reorganização do Império a transferiu para o Norte, em Iti-taui. Além disso, foram construídas fortalezas no delta do Nilo para evitar invasões estrangeiras, os nomarcas por sua vez, tiveram seus poderes enfraquecidos e o poder central voltou a se fortalecer.
Sesóstris I, filho de Amenhemet I, co-governou com seu pai o Egito até o assassinato do faraó, mas quando tal golpe aconteceu o filho conseguiu dominar rapidamente a agitação que estava por se formar e dar prosseguimento ao governo. Sua maior preocupação foi assegurar o controle das minas na Núbia, por isso as guerras com a mesma continuaram por longo tempo*.

Por volta de 1878 a.C., o faraó Senusret III subiu ao trono. Ele deu continuidade as campanhas desenvolvidas na Núbia e foi o primeiro que tentou expandir o Império do Egito até a Região da atual Síria. 


Amenemhat III foi o sexto faraó da décima segunda dinastia que durou 45 anos. Seus feitos o transformaram no maior imperador do médio império. Dele partiu as ordens para a  criação de grandes obras na área do oásis do Faium, que se tornou o mais importante centro agrícola da época. Também lhe foram atribuídas a construção de um templo funerário na região do oásis em Hawara, foi considerado mais belo que as pirâmides.

O último rei da décima segunda dinastia foi Sebekneferu, na verdade uma mulher, a primeira mulher cujo governo foi atestado com segurança. A décima segunda dinastia foi a mais estável e próspera para o Egito no período do Médio Império, houve muitas expedições para a Núbia, Síria e ao Deserto Oriental atrás de minas e transporte de madeira. As maiores ações desta dinastia foram realizadas fora do vale do rio Nilo. Ficou estabelecido ainda o comércio com Creta Minóica*.


A décima terceira dinastia também está inclusa no Médio Império. Foi constituída por dezessete faraós, o que denota certa instabilidade política. O período é considerado confuso pela ocorrência de povos vindos da Ásia, os chamados Hicsos, que se aproveitaram da instabilidade para expandir o poder e controlar a área. Todavia, eles também levaram para o Egito alguns importantes recursos destinados a guerra principalmente a carruagem puxada por cavalos.

Os egípcios perderam as fortalezas do sul do Nilo para a Núbia e as invasões dos povos estrangeiros fizeram com que os soberanos se retirassem mais para o sul, enquanto os invasores permaneceram por aproximadamente 170 anos*.

O Médio Império foi também um período de florescimento das artes, desenvolveram-se as tumbas escavadas nas rochas como pode ser visto no Vale dos Reis. Foram construídos também grandes templos. Relações diplomáticas foram desenvolvidas com a Fenícia e com Creta e expedições comerciais chegaram ao Punt. A fase do Médio Império chegou ao fim novamente por conta da instabilidade do poder central e deu-se início então o Segundo Período Intermediário.


* - http://www.infoescola.com/civilizacaoegipcia/medio-imperio    





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