terça-feira, 9 de julho de 2013

A farsa do Plano Cohen

Plano Cohen – Plano secreto que tinha por objetivo derrubar o então presidente Getúlio Vargas. Foi atribuído ao Partido Comunista Brasileiro. 
O nome “COHEN” é uma referência ao líder comunista que governava a República Soviética da Hungria desde 1919, Béla Kun (ou ainda Béla Kohn ou Béla Cohen).


O documento, Plano Cohen, foi apresentado como prova material de uma conspiração que supostamente, derrubaria Vargas para instaurar o comunismo no Brasil. Em 30 de setembro de 1937, o general Góes Monteiro, chefe do Estado-Maior do Exército, anunciou em discurso transmitido no programa Hora do Brasil, a descoberta de um movimento que se assemelhara à intentona comunista de dois anos antes. O suposto plano, segundo as palavras do general, previa o sequestro de várias autoridades, sobretudo, os Ministros de Estado, o presidente do Supremo Tribunal e os presidentes da Câmara e do Senado. Ainda estavam previstos, os sequestros de líderes políticos e militares, que deveriam ser executados no mesmo dia.


A revelação do plano fictício criou um clima de terror entre a população, mas, na verdade, o documento revelado por Góes Monteiro foi redigido pelo capitão Olímpio Mourão Filho, chefe do Serviço Secreto da AIB (Ação Integralista Brasileira). Contudo, a farsa só foi descoberta no final da ditadura varguista em 1945. O próprio Góes Monteiro revelou que o Plano Cohen não passava de uma fraude usada para prolongar os anos de Vargas no poder. O documento que fora redigido por ele a pedido de Plínio Salgado, chefe da ação integralista brasileira, seria apenas para efeito de estudo. Todavia, o texto foi copiado e, certamente de maneira planejada, chegou ao conhecimento do alto comando das Forças Armadas. O curioso é que no ano seguinte 1938, foi a vez dos integralistas serem retirados do cenário político após a tentativa de invasão ao Palácio da Guanabara. Tais incidentes serviram de pretexto para Vargas usar as garantias da constituição de 1934 a seu favor e aprovar, junto ao Congresso, o estado de sítio (guerra) em todo o território nacional. Após essa manobra, ele ordenou o fechamento do próprio Congresso e outorgou uma nova Constituição para o país, era o início do Estado Novo. 


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