segunda-feira, 8 de julho de 2013

A Guerra do Paraguai

A Guerra do Paraguai (1865/1870) foi o mais longo conflito ocorrido na América do Sul.
O Paraguai nação de geografia limitada, sem dispor de saída para o mar, desenvolveu uma política interna que objetivava diminuir a sua dependência com o mundo exterior. 


Essa política foi iniciada pelo ditador Francia e posteriormente, aprimorada por Carlos Antônio López  e por seu filho Francisco Solano López.


A tal política paraguaia, transformou latifúndios em unidades de produção do Estado, diversificou a atividade econômica e instituiu o monopólio estatal sob o comércio exterior. Seus sucessores (Carlos Antônio López e Francisco Solano López) ampliaram essas realizações que trouxeram como consequência uma economia estável e um considerável poder força militar. Neste sentido, a política autônoma do governo paraguaio passou a amedrontar seus vizinhos da America do sul e a incomodar os ingleses que estavam interessados em conquistar novos mercados consumidores.

Destinados a parar a política autônoma dos paraguaios, Brasil, Argentina e Uruguai firmaram, no dia 1º de maio de 1865, a Tríplice Aliança. Interessados na desarticulação do governo paraguaio, os ingleses ofereceram amplo apoio aos envolvidos nesta aliança.



Um ano após o início dos conflitos 1866, Uruguai e Argentina se retiraram da guerra em função de um desentendimento entre ambos. O Brasil então passou a lutar sozinho. Antes do final do ano, o comando das tropas brasileiras foi entregue ao Duque de Caxias que reorganizou o exército. Com novo comando, as tropas brasileiras obtiveram mais vitórias, dentre elas a queda da resistência inimiga em Humaitá (principal ponto de defesa dos paraguaios).

As tropas de Caxias chegaram a Assunção ainda em 1869; porém, Solano López resistiu até 1º de março de 1870 quando foi derrotado e morto. Apesar da morte de Solano López, a paz só foi estabelecida definitivamente em 1876 na Conferência de Buenos Aires.

Ao término do conflito, o Paraguai estava totalmente destruído. Boa parte das terras pertencentes aos pequenos produtores foram vendidas a estrangeiros. Muitos camponeses foram transformados em arrendatários de suas antigas terras.  


No Brasil a principal consequência da guerra foi a queda da popularidade de D. Pedro II. A oposição por sua vez, aproveitou o momento para inflamar seu discurso em favor da abolição dos escravos e pelo fim da monarquia. 

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