quarta-feira, 3 de julho de 2013

O dia em que a "cobra fumou"


Em 1939 a Alemanha invadiu a Polônia dando o pontapé inicial no segundo conflito de proporções mundiais da nossa história. Inicialmente o Brasil adotou uma posição de neutralidade frente ao conflito, mas o transcorrer dos acontecimentos nos obrigaria a mudar de postura.
A história começou a mudar após a entrada dos americanos na guerra, depois de terem sido surpreendidos por um bombardeio japonês em Pearl Harbor Hawai. Tal bombardeio foi considerado pelos americanos como um ato de covardia e por isso, os americanos partiram contra as potências do eixo.

Mapa das posições americanas bombardeadas pelos japoneses (07/12/1941).

Com a entrada dos americanos na guerra a posição geográfica do Brasil ganhou importância uma vez que a partir do nosso litoral, sobretudo do Nordeste, seria possível patrulhar todo o atlântico sul. Contudo, o Brasil ainda não se decidira por entrar no conflito.
Caça a submarinos inimigos
Em 28 de janeiro de 1942 o governo brasileiro cedendo as pressões dos americanos, declarou através do ministro das relações exteriores, Osvaldo Aranha, o rompimento das relações diplomáticas com as potências do eixo. Isso ainda não significava o nosso ingresso no conflito. A notícia do rompimento e do possível apoio por meio de bases aéreas aos americanos fez com que o embaixador da Alemanha no Rio de Janeiro, Kurt Prufer, declarasse que o Brasil estava em estado de guerra latente com o Eixo. Daí por diante, observamos que vários navios da nossa marinha mercante foram torpedeados por submarinos alemães e italianos.
Em 18 de agosto uma multidão foi a sede do ministério das relações exteriores para pressionar o governo a reagir. Da sacada do palácio discursou Osvaldo Aranha:
"A situação criada pela Alemanha, praticando atos de beligerância bárbaros e desumanos contra a nossa navegação pacífica e costeira, impõe uma reação à altura dos processos e métodos por eles empregados contra oficiais, soldados, mulheres, crianças e navios do Brasil. Posso assegurar aos brasileiros que me ouvem, como a todos os brasileiros, que, compelidos pela brutalidade da agressão, oporemos uma reação que há de servir de exemplo para os povos agressores e bárbaros, que violentam a civilização e a vida dos povos pacíficos."
Aos 22 de agosto, após uma reunião ministerial, o governo declara que "ante o inegável ato de guerra contra o país foi criada uma situação de beligerância que somos forçados a reconhecer na defesa da nossa dignidade, da nossa soberania e da nossa segurança e da América". Finalmente em 31 de agosto, o governo baixou o Decreto 10.358 que declarou estado de guerra às potências do eixo (Alemanha, Itália e Japão) em todo o território nacional.
Distintivo da FEB - A imagem da cobra fumando faz referência a desconfiança de parte da população civil, muitos afirmavam que era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar no guerra.
A criação da FEB, força expedicionária brasileira, foi idealizada para representar o contingente brasileiro no palco da guerra. Foi composta por 25.334 soldados e mesmo tendo ingressado tardiamente na guerra, foi decisiva para tomadas de posições, sobretudo na Itália, Monte Castelo.  Os pracinhas rumaram para a Europa sob olhares de desconfiança por meio da população civil.
A tropa era inexperiente, os equipamentos eram precários e o fardamento recebeu peças dos EUA. Além disso, o clima na Europa, muito mais frio que o nosso, proporcionava uma dificuldade a mais para nossos combatentes. Contudo, mesmo com tantas dificuldades, nossos soldados provaram seu valor nos combates.

Confira alguns armamentos usados pela FEB:

Carabina M-1

Calibre: .30 M1 ou .30 Carbine
Sistema de Operação: A gás, com ferrolho rotativo
Regime de Fogo: Semi-Automático
Peso: 2,7 kg com carregador de 15 cartuchos
Capacidade: 5, 15 e 30 cartuchos
Comprimento: 905 mm

Submetralhadora M-3, “Grease Gun”


 Calibre: .45 ACP
Sistema de Operação: Blowback, ferrolho aberto
Regime do Fogo: Apenas Automático
Peso: 4,48 kg (carregada)
Capacidade: 30 cartuchos
Comprimento: 762 mm (com coronha estendida)
Cadência de Tiro: 450 tiros por minuto


Pistola Colt .45 ACP


Calibre: .45 ACP
Funcionamento: Semi-Automático
Principio de Funcionamento: Blowback, ferrolho aberto
Peso:1,106 Kg
Capacidade: 7 cartuchos
Comprimento: 21,6 cm
Alcance Útil: 50 m

Lança-Rojão 2.36 pol. M9A1 (Bazooka)



Calibre: 2.36 pol. ou 60mm
Funcionamento: Repetição
Principio de funcionamento: Ação de uma corrente elétrica, sobre o rojão
Peso: 6,800 Kg
Comprimento: 155 cm
Alcance Útil: 270 m
Peso do Foguete: 1,53 Kg
Fonte de Energia: Magneto colocado no punho
Aparelho de Pontaria: Visor fixo, graduado de 0 a 600 jardas

Morteiro de 60 mm


Calibre: 60 mm
Sistema de Operação: Ação muscular do atirador
Regime do Fogo: 12 disparos por minuto
Peso do tubo (cano): 3,8 kg
Peso do tripé: 5,0 kg
Peso da placa – base: 4,0 kg
Alcance Útil: 2.050 m

Granada de Mão MK-II A1


Estilhaços: Aproximadamente 50 fragmentos
Peso: 540 g
Diâmetro: 5 cm
Comprimento: 10 cm
Explosivo: Pólvora granulada
Espoleta: Detona em aproximadamente 4 segundos
Raio de Ação: 30 m


Avião P-47 Thunderbolt, 



Velocidade máxima: 697 km/h
Envergadura: 12 m
Autonomia de voo: 1.290 km
Comprimento: 11 m
Peso: 4.536 kg
Introdução: 1942


Referências:

Livro: OS BRASILEIROS E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL - FRANCISCO CESAR FERRAZ - JORGE ZAHAR

http://segundaguerra.net



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