sábado, 23 de maio de 2015

O Renascimento cultural



O Renascimento cultural teve início na península itálica e posteriormente, foi disseminado em várias regiões da Europa: França, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Portugal e Holanda. Esse processo de disseminação por vários territórios fez com que, dependendo da região, suas características fossem observadas com mais ou menos intensidade. No entanto, as características básicas deste movimento permaneceram intactas.   

Resgate da cultura clássica - Os renascentistas objetivavam, antes de qualquer coisa, estudar, entender e aprender os elementos da cultua clássica. Os textos gregos e romanos eram vistos como detentores de conhecimentos que mereciam ser recuperados. Eles se preocupavam em refletir, a partir desses textos, as inúmeras mudanças sociais que observamos na transição para a Idade Moderna. Assim, O pensamento renascentista originou-se da articulação entre os valores culturais presentes  nos textos antigos e aqueles herdados do pensamento medieval católico.

A valorização do ser humano foi sem dúvida, a mais marcante característica do Renascimento. O humanismo - também chamado de antropocentrismo - inseriu, como sugere o nome, a pessoa humana como elemento central das reflexões. No entanto, não se trata de opor o homem  a Deus. Buscava-se, na verdade, valorizar as pessoas e descobrir nelas as qualidades/virtudes ignoradas pelo pensamento religioso medieval.

Os renascentistas acreditavam que uma pessoa poderia vir a aprender e a saber tudo o que se conhece. Seu ideal de ser humano era, portanto, aquele que conhecia todas as artes e todas as ciências. Leonardo da Vinci foi considerado, por essa razão, o modelo do homem renascentista, pois dominava várias ciências  e artes plásticas. Ele conhecia Astronomia, Mecânica, Anatomia, fazia os mais variados experimentos, projetou inúmeras máquinas e deixou um grande número de obras-primas pintadas e esculpidas. Da Vinci foi a pessoa que mais conseguiu se aproximar do ideal de universalidade*.

 
Além disso, o Renascimento foi marcado pelo racionalismo, que pode ser observado pela adoção de métodos experimentais e de observação da natureza. É o que chamamos de método científico.

Todas essas mudanças na concepção de mundo fez com que os pensadores e escritores do Renascimento eram conhecidos como humanistas.

CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTO:

A) ANTROPOCENTRISMO: Valorização do homem como ser pensante, racional e como a mais bela e perfeita obra da natureza;

B) OTIMISMO: Os renascentistas valorizavam e adotavam atitudes positivas diante do mundo – acreditavam/defendiam o progresso e a capacidade da inteligência humana. Eles ainda apreciavam  a beleza do mundo e tentavam captá-las  em suas obras de arte;

C) RACIONALISMO: Contrapondo à cultura medieval, que era baseada na autoridade divina, os renascentistas valorizavam a razão humana como base do conhecimento. O saber como fruto da  observação e da experiência  das leis que governam o mundo;

D) HUMANISMO: Os humanistas eram estudiosos, sábios e filósofos, que traduziam e estudavam os textos clássicos  greco-romamos. Os conhecimentos dos humanistas eram abrangentes e universais, versando sobre diversas áreas do saber humano. Com base nesses estudos,  fundamentou-se  à valorização do espírito humano, das capacidades, das potencialidades e das diversidades dos seres humanos;

E) HEDONISMO: valorização dos prazeres  sensoriais, carnais e materiais, contrapondo-se a ideia medieval de sofrimento e resignação.

A arte da Renascença também ficou caracterizada pelo humanismo, naturalismo e realismo na representação de seres e por uma grande preocupação com a racionalidade, equilíbrio, simetria  e objetividade. Todos esses elementos podem ser observados na arquitetura, pintura, escultura e literatura. A música por sua vez, passou a  explorar, cada vez mais, temas não religiosos e a utilização da técnica  deu maior liberdade de criação os compositores.

Sem abandonar a fé e a religião, o renascentista não se sentia submetido, mas inspirado e iluminado por elas. Ao contrário do que acontecia na Idade Média, a ciência e a filosofia tornaram-se campos diferenciados. Os estudos científicos valiam-se da indução, da observação  da experimentação, buscando explicações naturais para os fenômenos naturais.

A literatura renascentista adotou os idiomas nacionais. Com linguagem clara e gramaticalmente corretas, os temas fundamentais das obras literárias foram se diversificando. Neste momento, podemos destacar a valorização do lirismo amoroso, do uso metafórico e da mitologia greco-romana.


Os avanços na Medicina também foram significativos: o médico espanhol Miguel de Servet descobriu a pequena circulação entre o coração e os pulmões; o francês Ambroise Paré (1517-1590) combateu o uso do fogo e do azeite quente no tratamento de feridas causadas por armas de fogo e o alemão Paracelso estudou a aplicação de certas drogas medicinais.






Referências:

PROENÇAGraçaHistória da Arte. São Paulo. Ática.

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